22 de outubro de 2015

Um dia bom

O dia começou nublado, mais eu sabia que logo o céu se abriria e o azul se espalharia por toda a sua imensidão. 
É meu aniversário, e não esperaria nada menos do que isso. 
Mesmo se o dia não fosse dos melhores, pelo menos eu tinha que ver o azul do céu.
E vi!
Acordei, rezei, agradeci, levantei, e fui me arrumar.
Meu Pai e meu Irmão me desejaram feliz aniversário.
Os amo!
Baixei algumas músicas no celular, para ser a trilha sonora do dia que nasci.
Peguei a mochila, coloquei alguns livros dentro e fui.
Sai de casa, peguei o ônibus -  maiszomenos com um rumo traçado.
Peguei um caminho que nunca tinha ido antes sozinha, por medo.
Mas eu fui, mesmo assim!
Dentro do ônibus fui vendo a .paisagem da cidade onde mora, fui vendo ela ficando pra trás,
e foi aparecendo outras que não via há tempos!
E o céu ali, me acompanhando. 
O calor do sol, ultrapassando a janela do ônibus e me fazendo ficar com calor. Mas tudo bem.
O senti me abençoando, com sua presença.
Desci no ponto final.
Um monte de pessoas passando pra lá e pra cá, apressadas para chegar aos seus destinos.
E eu ali, sem saber para onde ir.
Mas fui seguindo a multidão, até conseguir sai dali.
Não tinha um rumo, mas sabia que queria andar. 
Andar sem parar, até onde minhas pernas me levassem, e fui!
Com o passar dos passos, fui lembrando de uma igreja azul, que minha mãe me levava quando era criança. A encontrei. 
E que igreja mais bela!
A admirei por fora por alguns instantes e decidir entrar.
Continua mais bela ainda!
Melhor do que lembrava.
Rezei mais uma vez! Pedi por todas as pessoas do mundo, e as que amo.
Minha alma levitou, como uma pena.
Chorei! chorei, feliz.
Continuei minha caminhada, por essa instigante cidade que é São Paulo.
Fui na estação da luz, fui na pinacoteca (mas não entrei), e fui no parque.
Fiquei lá, sentada por um bom tempo. 
Vendo às pessoas despreocupadas, diferentemente das pessoas do ponto final.
Me senti bem.
Senti que eu não tinha que ser igual àquelas pessoas, que estavam sempre apressadas.
Não tinha! Pelo menos não hoje!
Fiquei ali observando os outros, e os outros me observando.
Depois levantei. Já estava na hora de ir embora.
Em direção ao terminal, vi um senhorzinho vendendo picolé.
Estava lá sentado, num banquinho na sombra, e na frente o seu carrinho de sorvete.
Passei por ele, fiquei pensando que deveria comprar um picolé; vi se tinha algumas moedas,
voltei até o senhorzinho, e comprei o picolé de milho.
Fui andando até ao terminal, comendo o mais rápido possível o picolé, para que  não derrete-se naquele calor.
Passei na frente da igreja (na minha opinião), uma das mais belas de São Paulo.
Cheguei ao terminal, demorei um pouco até encontrar o ponto do ônibus, e finalmente o encontrei.
Esperei até ele chegar.
Entrei, conseguir um lugar.
Coloquei os meu fones de ouvido (que não estavam tão bons assim), e deixei a música fluir.
Cada música uma sensação diferente, mas que não deixava de ser boa aquela "mini"
viagem até minha casa.
Desci do ônibus, caminhei até em casa.
Cheguei com os meus cachorros, pulando em mim como sempre.
Como isso é bom!
Falei com o meu pai. Me perguntou como foi? Disse que foi bom!
Tinha um presente em cima da TV, era um livro.
Um presente da minha amiga. Obrigada.
Tirei a bolsa, os sapatos e liguei o computador.
Vi algumas notificações no facebook, agradeci a todos.
Falei com alguns amigos, e os agradeci.
Depois deitei na cama.
Fiquei um bom tempo ali deitada, olhando pro teto, sem pensar em nada.
Resolvi tirar um cochilo.
Depois não aconteceu nada demais.
O tempo foi passando, o dia acabando e o dia 20 de outubro indo embora.
Agradeci por mais um ano de vida.
Foi um bom dia.
Um dia bom.
Sentir coisas boas.
Vi e revi coisas lindas.
Um pedacinho do mundo.
Sentir a liberdade,
o vento,
o céu,
em mim.
Um dia para si guardar,
para si lembar,
de que foi bom, apesar de nem tudo ter saído com o imaginado.
Valeu a pena.
Si aventurar, é viver.
E viver é muito bom.
O Picolé de milho, e meus sapatos de coruja <333